Fim da Estampa
Tolice é se estressar por final de novela.
Ninguém pagou pelo canal, ninguém pagou pela atração e todo mundo tem o direito (e o dever!) de escolher o que lhe for conveniente. Ainda assim, temos um público insatisfeito. Ou, ao menos, disposto a satisfazer a opinião da maioria em prol de uma visibilidade social. Mas, ao fazê-lo, não estaria este se sujeitando à invisibilidade do caráter coletivo da opinião?
Onde se enquadra o indivíduo com a opinião individual na chamada “rede social”?
Teria ele o direito de reclamar?
Foi-se o tempo em que eu assistia às novelas. Que eu me lembre, acompanhei “O Beijo do Vampiro” e, acreditem, eu tinha 11 anos.
Não acompanhei a tal novela das 21h e estive com meu pai (!) esta noite e acompanhei o último capítulo da novela “Fina Estampa”. Ok, não acompanhei totalmente e fiquei perguntando quem diabos era Crô e o porquê de tanta enrolação. Teresa Cristina queria matar a tal da Griselda (que nome!) e blá blá blá.
Até aí, tudo bem.
Como não havia sequer acompanhado a novela, o final fora indiferente pra mim.
No entanto, como bom brasileiro que sou, tenho que comentar sobre aquilo que está em pauta, seja com uma crítica positiva ou destrutiva. Pois bem…
Não tecerei críticas à novela, posto que não tenho bases pra sustentar qualquer argumento. Entretanto, é inquestionável o caráter provocador dos telespectadores. Não basta assistir ao espetáculo: deve-se tecer comentários negativos (ainda que o objetivo não seja esse), porque o negativo chama a atenção.
Isso nada mais é do que o reflexo dessa onda de humor anti-ético, apolítico, antissocial, sarcástico e impune, trazendo a típica imagem de que o avesso, o oposto deve ser adorado para não cairmos no lugar-comum das piadas-clichês (e de ser clichê).
Ora… Percebe-se que se dá, portanto, o processo de massificação da contraversão. Tem-se assim o balanceamento (?) das discussões a respeito de todo e qualquer tema.
Para fugir da estereotipação, somos indiferentes. Ou fingimos ser, para que seja cool a imagem social. E se assim o somos, também somos atacados com opiniões contrárias.
O fato é que a necessidade do outro de instigar, provocar, arguir de forma incessante para provar um ponto nada mais é do que a nova roupagem adotada pelos lutadores da era digital: não se luta por alimentos, não se usa a força para provar um ponto. Há, em verdade, uma luta no ciberespaço para se autopromover e fazer-se “lido”.
A novela pode ter desapontado a muitos (muitíssimos, pelo visto), mas não há do que reclamar. O autor falhou ou se perdeu na sua própria criação? Até onde eu saiba, o público influencia na fruição da obra. O sentimento de posse é que o torna prepotente a ponto de julgar que aquilo que lhe é transmitido deve se moldar a sua linha de pensamento. Ora… Se tens o controle — na acepção maior da palavra —, use-o.
Afinal… Foi apenas uma novela. Sua vida também é e, nem por isso, ela vai ter o final agradável do modo que você espera.
[...]
When the king returns…
Oláááá, caros leitores of cyber-universe, como têm passado, presente e futuro?
Bem, como podem perceber, estou de volta. Por quanto tempo, eu não sei.
Estou de férias (e só estou aqui tranquilamente por causa disso) e devo dizer que o ano de 2011 foi um ano incrível. Siiiim, incrível.
Foi surpreendente a minha coragem em me matricular na universidade e num curso que eu julgava improvável há alguns anos.
É, meus caros. A vida tem dessas coisas.
Namorada, amigos, aulas, aprendizado, viagens e tudo mais.
Bom, como este NÃO É (?) um blog de contos particulares (?), vamos direto ao ponto.

Ok, este foi um post aleatório e sem fundamento.
Quase sem fundamento.
Anuncio aqui, em primeira mão, que me farei presente nesse período de férias.
Espero que eu consiga manter o ritmo nos próximos meses.
Sem mais delongas, esperem por um post interessante em breve. Muito breve!
C u all later.
Diálogo Matinal
Normalmente, não gosto de falar e nem de ouvir nada ao acordar.
E, se tem três tipos de pessoas que adoram nos encher de informação nesse período do dia, são: Sua secretária doméstica, sua mãe e seu pai. Não incluo irmãos pois diferente desses três, com eles você brigaria.
Mãe. Ê criatura informativa! Você bota o pé fora do quarto e ela já ta lá, na expectativa de te falar algo, super empolgada, cheia de perguntas E respostas. Caso você não dê atenção, ela fechará a cara, defenderá o outro filho, falando que este dá mais atenção do que você, fará um drama, e choramingará tudo pra seu pai, que este também não quer encrenca com sua mãe, logo fingirá que acredita nela e assim procede os fatos. E eu me pergunto o que custa dar um bom dia, esperar quinze minutos e dai sim, nos bombardear de pergunta? Porque, você abrir os olhos e se levantar, não significa que você está acordado. 
Agora partiremos para o lado paterno. Se este não foi causado pela primeira opção, ele fará o favor de te irritar pelos três. Acho que vocês discordam e acham que mãe é mais afoita, mas não. Poxa, quem não se rende aos dramas de uma mãe? Para ouvir suas aflições, suas novidades…não o tempo todo né, mas cedemos para ela mais do que para qualquer outro ser. Bom, no caso do meu pai a história é a seguinte: eu já acordo ouvindo piada! E não tem coisa mais irritante do que ter como café da manhã a ironia! Eles saboreiam, e, já que não podem usar com a mulher, usam com os filhos! Às vezes acho que filho foi feito pra isso, pra você gastar toda a sua ironia! Se você acorda seis da manhã, lá vem ele com aquele sorriso, ou então com cara de desprezo, falando: “Poxa minha filha, porque não dorme mais? Deve tá tão cansada…”. Aliás, geralmente os comentários são mais descarados que esses.
Acho melhor eu não dar continuidade porque minha mente começa a projetar esses fatos e traz todo um mau humor junto e eu não quero isso não.
Agora vem a parte mais interessante: As secretárias domésticas!
Sempre buscamos a perfeição nesses seres. Sério, todo mundo pensa igual! Caladinha, que faça tudo, uma intimidade mínima, que não seja vulgar… Mas, somos humanos. E falamos!
Eu nunca vi uma pessoa pra dar tanta corda a esses seres igual a minha mãe! Minha mãe é boa demais e as pessoas abusam disso, mas, quando não é minha mãe que dá essa ousadia, elas mesmas se dão ao luxo de ter. Não, eu gosto de dialogar com esses seres, acho engraçado e os admiro pra caramba, mas NÃO de manhã, pombas!
Enquanto eu faço esse post, esta ela aqui, tagarelando, me fazendo mil perguntas, além de me tirar a atenção daqui, eu, simplesmente não ser fazer duas coisas ao mesmo tempo(isso é uma frustração)! Dai ela pergunta se pode fazer tal coisa JÁ fazendo, e o pior é quando elas fazem perguntas que você não sabe responder, e é obrigado a falar pelo menos “Eu não sei.”, o que já faz você pensar, lutar contra o sono, processar uma resposta e soltá-la de qualquer jeito. Não gosto de responder qualquer coisa, principalmente se eu sei.
Então, por favor, ao me verem acordar, me dê um bom dia, espere eu dar meu primeiro sorriso (o que deve demorar uma hora pra acontecer), espere eu lavar pelo menos o olho se não quer esperar até eu tomar um banho e me deixe sentar, ai sim, dai em diante tu me enche de qualquer assunto! Se bem que eu só vou responder “aham”, “eu acho que sim/não”, e “sei” mesmo…

E falando em más notícias…
Já que nenhum dos três vai me recepcionar ou me apresentar, eu faço isso.
Como já dito, vim afeminar esse blog, de um jeito mais comportamental, porque a parte intelectual esses três já administram muito bem.
Dizem que a primeira impressão é a que fica, mas esperem eu postar pelo menos cinco textos, excluindo esse pra depois vocês me demitirem.
Aceito sugestões de temas sem tabu, porque o que não pode é o Utilidade Particular ficar parado
Beijos sensuais ;*
Fuso Horário.
Fuso horário, todos pensa que é algo bem simples, mas no fundo, bem lá no fundo não é.
E você me pergunta: “Lemon, por que não?”.
Simples, você acha que é só são vinte e quatro áreas em que se divide a Terra e que seguem a mesma definição de tempo. O termo fuso denomina a porção de superfície esférica compreendida entre dois semiplanos que partem de um diâmetro da esfera, assemelhando-se à superfície externa de um gomo de laranja.
Na verdade é tudo isso, só que não é. Entendeu?
Se você não entendeu, está imagem aqui talvez te ajude:

ou essa:

O problema são essas linhas do Demonho, na imagem anterior, causa em nossas vidas.
1 º – Pensa naquela delicia Micronésiesa(quem nasce na Micronésia, pelo menos acho eu que é assim.) que você conheceu no omegle, você tá louco pra fazer um sexcam conversar com ela, só que o maldito fuso não permite, pois o horário que você pode, talvez ela esteja dormindo, trabalhando, estudando, trepando, etc…
2º – Horas iguais: você já viu aquele retardado ser que fica toda hora: “21:21. Ela está pensando em mim!“, ownn ti fofinho! :3 a realidade é que não tem um ser pensando em você, porque se fosse assim ela pensaria em você 9 horas e 36 minutos por dia.
Conta:
Em um único fuso temos 24 horários iguais(mesmo se for em um relógio de 24 horas ou de 12 horas), temos 24 fuso horários e sabemos que não temos nenhuma regra especifica em relação a essa putaria coisa legal.
24 * 24 = 576 / 60 = 9, 6 = 9 horas.
0,6 * 60 = 36,0 = 36 minutos.
Nem pra sua mãe, horários iguais serve. Ela acorda ás 01:01 e pensa: “O meu filho deve está *fapando* nesse exato momento!”.
Por isso que Fuso Horário serve pra porra nenhuma nesse caralho! pra nada!
ps¹: Já escrevi muita besteira, a criatividade já me largou faz tempo. Então uma Boa Noite/Bom dia a todos os UP’s que leu esta bosta maravilha.
ps²: Tá feliz Carol Reis?
ps³: se quiser mandar um PS3 da Europa pra mim. *–*
ps¹+³: pode ser um Xbox também.
1L”
Marley e eles
Era uma noite estranha. Sabia que, em algum momento, algo iria acontecer. De bom ou ruim. A sensação era confusa, mas era forte.
Lá estava eu, sentado a observar tudo e todos. A noite fria me cobria, fazendo-me lembrar da incapacidade de lidar com situações adversas em momentos adversos. Lá estava eu. Sentado a esperar o ônibus pra voltar pra casa.
Havia umas cinco pessoas por ali. Cansadas devido a um intenso dia de trabalho. Seus uniformes, seus trejeitos, seus cabelos desgrenhados não negavam tamanho esforço diário e o desejo de voltar pra casa e simplesmente descansar para encarar mais um dia cansativo.
Ao fundo, as ondas insistiam raivosas em se chocar contra a muralha de pedra ali erguida para reter o mar. O vento vinha intenso, salgado e úmido.
E ali, eu, totalmente mergulhado em meus pensamentos, deparei-me com uma cena curiosa. É, talvez essa seja a palavra que melhor define: curiosa.
Do outro lado da rua, aproximava-se um casal de jovens.
Sob uma marquise, no canto limítrofe do outro prédio, ali ficaram. E ali trocaram carícias.
Não houve obscenidades ou qualquer tipo de atitude que ferisse a moral de quem os observasse. O fato é que era extremamente visível o amor que dali exalava.
E ali ficaram. Curtindo-se. Amando-se.
O cenário mudou. Eis o personagem principal.
Vindo de longe, dobrando a esquina, vinha um animal de médio porte, todo magrelo e desengonçado, farejando cuidadosamente cada pedaço da rua.
Aquele cão de pelagem alaranjada pela luz do poste se fazia curioso, com faro aguçado e inquieto. Farejava cada canto com a minúcia e destreza típica de um cão.
Um cão faminto. Via-se, dali mesmo onde se encontrava o meu olhar, suas costelas à mostra, seu olhar cabisbaixo, seu desespero por um abrigo e por algo que abrigasse sua tão faminta e sedenta alma. Aproximou-se de uma poça d’água e bebericou um pouco. O gosto salgado da água do mar não o agradou.
Pôs-se, então, a buscar algum alimento na terra. Atravessou a rua e se deparou com um pedaço de concreto. Mordeu um pedaço de madeira que ali estava fincado e arrastou o que eu supus ter uns 15kg. Ali encontrou terra e mordiscou algo indecifrável.
Deste lado da rua, eu observava atentamente. E ria. Era incrível como aquele pobre animal conseguia enfrentar as adversidades da vida na rua e ainda se manter de pé, buscando sempre algo que pudesse suprir sua carência, sem deixar de lutar.
As pessoas comentavam. Era o assunto daquele instante.
Depois de alguns segundos em sua busca, ele finalmente achou o que queria. Ou o que precisava.
Não era um pedaço de carne, não era um pedaço de pão, tampouco uma tigela de ração. Não era água ou leite.
O pobre cachorro encontrara o jovem casal. Havia parado de farejar como um louco.
Olhou de longe e foi se aproximando va-ga-ro-sa-men-te. O casal olhou para ele e riu. Não o expulsara dali.
Ele se aproximou um pouco mais, mas não os intimidou. Olhou diretamente nos olhos deles e se virou para a rua. Observou atentamente os olhares alheios e percebeu que não havia ninguém que pudesse incomodá-lo. E incomodá-los.
Espreguiçou-se e, calmamente, rodou duas vezes antes de deitar encolhido.
O casal observava curioso e com sorrisos de espanto. Do lado de cá, eu ria com aquela cena.
As pessoas olhavam e apontavam rindo do feito do cão.
Mas as risadas cessaram.
O cão havia encontrado seu refúgio, seu ambiente prazeroso, quente, onde podia sim confiar e se sentir bem.
Havia percebido um ambiente afável, sem hostilidade, onde podia descansar.
Pôs-se a fechar os olhinhos marejados calmamente, como se fosse dormir tranquilo por saber que havia ali um casal o qual zelaria por ele.
Sentiu a confiança e a bondade daquele lugar e ali ficara.
Fechara seus olhos, abanara seu rabo e se manteve estático por longos minutos.
Um carro parou do outro lado da rua e o jovem casal nele entrou.
O ônibus chegou deste lado da rua e todos ali presentes nele subiram, inclusive eu.
Tive a chance, ainda, de sentar próximo a janela.
E eu o vi pela última vez. Seus olhos lacrimejantes procuraram o casal que ali estava. Foi em vão.
Seu refúgio se fora e com ele a sua esperança tola. Fraco e com poucas energias, encolhera-se um pouco mais para se proteger da crueldade da noite fria.
E o ônibus saiu. E meus olhos ali ficaram a observar o pobre cão.
Se vivo ele ainda está, não sei. Espero apenas que não tenha desistido de viver, mesmo sofrendo com as intempéries da vida nas ruas.
A noite se foi.
O novo dia chegou.
Para mim, confortável; para o cão e para o povo sofrido, não tenho tanta certeza disso.
Avulso dia
Hoje acordei e não vi nada passar.
Não vi o vento, mas isso já era de se esperar.
Se nervoso estava, procurava me acalmar.
Se inquieto estive, tranquilo pude ficar.
O dia se foi.
E com ele, a minha atenção.
Foi-se o meu foco, a minha distração.
Um dia se foi. Mais um.
Sobrevivido. Nada vivido.
Foi como texto não lido.
Um sentimento incomum.
Caminhando sozinho, no horizonte logo desaparecia.
Pus-me, em algum instante, a admirar a luz deste avulso dia.
Então eu ri.
Então eu me lembrei.
Entendi.
Assimilei.
Dias assim virão. Pronto estarei.
Pensamentos se vão. Para onde?
Não sei.
[...]
Trazendo um pouco do Fala Que Eu te Ovo! para este blog.





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